Era uma manhã de sábado sossegada e silenciosa.
Estava um pouco escuro, não fazia muito sol no dia, mas também não estava frio.
Eu estava sentada no chão da sala, em cima do tapete, no chão de madeira.
No meio das minhas pernas estava o meu filho, brincando com pequenas estátuas animais de madeira, falando qualquer coisa sozinho. Ele era pequeno, mas já falava o suficiente para termos conversas longas.
Eu falava "vamos contar, meu filho?"
E nós dois contávamos até dez.
"Une, due, tre, quattro, cinque, sei, sette, otto, nove, dieci"
Depois eu sorria e beijava sua cabeça com carinho.
Ele continuava distraído olhando para os brinquedos e perguntava quando o papai voltava.
Eu falava que não sabia, que ia demorar, mas ele podia ligar mais tarde. Depois contava até dez de novo, brincando com os dedos da mão.