Eu não consigo escrever quando as emoções estão muito afloradas.
Tá difícil aqui.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Da vontade que dá de fumar e falar alto sozinha
-Puta merda, queria um cigarro.
Toda vez que sentava de frente para o computador na mesinha de escritório, sentia uma vontade louca de fumar. Fumar e falar alto sozinha. Tinha uma cisma de que a mesa sempre deveria estar encostada em uma janela para ver a chuva caindo; e foi numa noite dessas, de chuva e vontade louca de cigarro, que decidiu se matar. De novo.
- Sei lá. Não tem mais sentido isso aqui.
Pensou em ir até o posto de gasolina comprar um maço de cigarro, mas só teria tempo de fumar um ou dois antes de morrer - esperava!
Ou senão, usaria o fumo de muleta para não ir adiante. Não queria continuar vivendo como covarde naquela noite. Queria era morrer como a covarde que era. E pra quê, então? Ia passar a vontade de fumar e de falar sozinha, viveria mais um mês confortável até a próxima crise bater a sua porta e ela sentar do lado da janela vendo a chuva bater no vidro sujo.
- Mas que merda, hein. Eu só queria a porra de um cigarro.
De repente se sentia exposta. Não tinha mais ninguém além dela na casa, mas podia jurar que havia um par de olhos encarando-a pelas costas e julgando as besteiras que saíam de sua boca. Patética! Olhou em volta pensando em quê usar para acabar com a mísera vida que levava. Só encontrou uma tesoura cega e um barbante velho jogados no fundo da gaveta. Começou a rir sozinha da própria fraqueza. Era talvez a quarta vez que pensava em suicídio e não fora sequer capaz de comprar uma lâmina que prestasse! Tinha vergonha de admitir que a ideia de se matar era tão ridícula que nem mesmo ela se levava a sério. Olhou para rua por detrás do vidro embaçado e suspirou para fora do corpo todo o resto da inquietação presa dentro de si.
- Puta que pariu, só queria um cigarro..
And again and again and again
Espero fortemente que esse seja minha última página da internet.
Não vou me prolongar demais em introduções, porque tenho tendências em transformar tudo em diário. Ridículo, né?
Bom... Lá vamos nós!
Assinar:
Comentários (Atom)