terça-feira, 26 de setembro de 2017

De quando você assiste a um filme e as coisas perdem o sentido.

Percebo que há alguns dias não consigo acompanhar meu próprio ritmo. Falei na última sessão com o psicólogo que eu me sentia enérgica (e é verdade), porém também me sinto terrivelmente cansada. 

Hoje a tarde em mais uma tentativa bem sucedida de negligenciar minhas responsabilidades fui ao cinema com alguns amigos, e assistimos "mother!". Antes mesmo de terminar a sessão eu já estava em pranto compulsivo e sabia que não conseguiria me reerguer daquele estado tão cedo.

Pois bem, já se passaram quase 12 horas desde o filme e eu ainda me sinto quebrada por dentro. 

Não consigo evitar pensamentos autodestrutivos e rondar memórias mordazes, não consigo dormir e não quero ficar acordada. A minha maior vontade neste momento é a não-existência, porque a certeza de que estou agora mais consciente que nunca do meu existir é tremendamente excruciante. 

Racionalmente sei que essa convicção de ter a depressão patrulhando cada passo que dou é falsa, que é um pensamento temporário contaminado pelo meu desajuste durante o filme. Mas com ainda mais força tenho a certeza pautada no mundo da irrealidade e dos sentimentos de que essa tristeza está incrustada fundo em mim, na minha alma, e não sairá de mim jamais.

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